Na economia globalizada, a exigência de competitividade, de baixo preço e de elevados padrões de qualidade impõem a adoção de adequadas estratégias administrativas para redução dos custos diretos e indiretos e para garantir maior lucratividade da empresa”. (CONEM 2004, n. 31019). Para acompanhar estas necessidades do mercado, o Brasil precisa de um sistema de educação preparado e, devidamente, aparelhado para responder com eficiência e eficácia à capacitação de recursos humanos especializados, indispensáveis à modernização dos meios de produção e em sintonia com os objetivos do mercado. Em agosto de 2002, (“Por que quatro anos?”, Cláudio de Moura Castro, revista Veja pág. 18, 21 de agosto de 2002) destaca-se a relevância dos cursos tecnólogos, salientando a sua importância para a preparação de mão de obra que contemple ocupações novas e as que foram transformadas, após avanços tecnológicos.
No Estado do Pará, um forte ciclo de exploração de recursos minerais e de agronegócio está se consolidando. Isto ocorre principalmente na região sudeste do estado. Segundo a Federação das Indústrias do Estado do Pará – FIEPA, entre os anos de 2010 e 2014, serão investidos em torno de 100 bilhões de Reais no Estado, entre recursos públicos e privados. Estes investimentos estão ligados a obras de infra-estrutura ou a investimentos diretos em meios produtivos. Nos anos subsequentes, os investimentos continuarão da mesma ordem de grandeza ou superiores.
Assim, com o destaque, cada vez maior, da necessidade e da participação da Segurança do Trabalho no cenário industrial Brasileiro, esta área vem recebendo maior atenção nas empresas, principalmente pelo elevado número de acidentes e doenças ocupacionais que acontecem, anualmente, no nosso país. Além disso, gerenciar os programas de segurança do trabalho, que são diversos, requer conhecimento de todos os riscos ocupacionais no qual os trabalhadores estarão expostos ao trabalhar nos diversos ramos empresariais.
Na atual visão sobre segurança do trabalho, na região Norte do Brasil, existe, exatamente, 09 cursos de graduação em Segurança do Trabalho, sendo que, destes, apenas 04 com a característica presencial. No Pará, existem 03 cursos de Segurança do Trabalho, sendo que apenas o do IESAM é presencial (http://emec.mec.gov.br, acesso em 8/3/11). Tendo em vista o parque industrial, que só no estado do Pará, comporta mais de 4000 indústrias, das quais, 50% estão divididas em madeireiras (35%), oleiro cerâmico (2,9%), metalúrgica (4,7%), agro indústrias (8%) e bebidas (0,98%), entre outros. (FIEPA-Cadastro Industrial do Pará 2003/2004) e segundo estudos realizados pela FIEPA – Federação das Empresas do Pará, em seu programa PDF (Programa de Desenvolvimento de Fornecedores) publicou pesquisa no ano de 2009 sobre as oportunidades para o estado do Pará para os próximos 4 anos, onde foi realizado projeções que indicam a abertura de mais de 120.000 novos postos de trabalhos no Estado do Pará e, tendo como base, os dados divulgados no site do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Educacional) que indica o número de escolas do ensino médio na cidade de Belém que participam no ultimo Enem é de 75 escolas que fornecem em torno de 10.000 alunos todos os anos para o ensino superior. Com esta oferta observa-se que caso todos os alunos fossem absorvidos pela necessidade do mercado, ainda assim o estado ainda estaria precisando de 80.000 profissionais. Estes dados demonstram o mercado que os profissionais da área industrial têm no Estado do Pará.
Desta forma, o curso proposto vem atender uma tendência do setor industrial, principalmente, sem esquecer do setor de serviços, procurando criar aderência às necessidades da região, principalmente no Estado do Pará, fornecendo profissionais que conheçam todas as técnicas para segurança dos trabalhadores, além de oferecer fundamentos que capacitem este profissional para gerir a segurança do trabalho em pequenas, médias e grandes empresas de qualquer área de atuação. |